A aventura de ser mãe nos dias de hoje!


SEGUNDA CIRURGIA: DOR X ESPERANÇA

23/02/2013 22:41

 

                No dia 11 de novembro, exatamente um mês após a internação o ARTHUR voltou a ter febre, corri para o hospital, era mais uma infecção e depois desta viriam mais quatro, só que todas nós conseguimos tratar em casa (ficava atenta a qualquer sinal de uma possível infecção). Neste tempo nossa vida era em função das infecções, no tempo do antibiótico não saíamos de casa com ele, pois a imunidade fica baixa, com isso mais risco de outras infecções.

                Não comentei no outro artigo, mas o médico marcou para voltarmos em janeiro para ver qual seria o próximo passo.  Então no inicio de janeiro foi a data da última infecção, a Dra. Manu optou em fazer o tratamento por antibiótico injetável. Foram 5 doses, todos os dias no mesmo horário eu levava ele ao Hospital Jardim Cuiabá para a aplicação da injeção.  A última foi no dia 13-01-2013, após a aplicação fomos direto para o Aeroporto (a consulta em Curitiba era no dia 14-01-2013 pela manhã). Dessa vez fomos só nós dois, eu e o ARTHUR!

No avião indo para Curitiba

 

                Na segunda-feira cedo estávamos no consultório, o médico olhou para o Arthur e falou que ele estava enorme, que o desenvolvimento estava ótimo, com isso resolveu fazer a cirurgia de Reconstrução do trato urinário o quanto antes. Fiquei muito apreensiva, até então essa cirurgia seria realizada depois do primeiro ano de vida (ele antecipou devido ao número de infecções e ao bom estado geral do ARTHUR). Saímos do consultório fizemos os últimos exames e fomos à consulta com o anestesista (quem me acompanhou nesse momento foi a Neuza, noiva do meu pai).

                A noite que antecedeu a cirurgia foi bem longa, devido ao jejum de 8 horas necessário para a cirurgia. Minha mãe veio para me acompanhar no dia da cirurgia. No Hospital Pequeno Príncipe - HPP você fica com seu filho até os últimos minutos antes da cirurgia, você troca a criança e na hora da cirurgia quem vem buscá-la é o anestesista. Quando a anestesista chegou, ela me explicou que a cirurgia era longa (em torno de 4 horas), que talvez ele precisasse ir para a UTI após a cirurgia (muito tempo de anestesia para um bebê tão novo), imaginem minha agonia. 

 

Pronto para a cirurgia

 

                Foram intermináveis quatro horas, na pequena sala de espera muitos pais e mães ficam rezando e chorando para que seus filhos saiam bem das cirurgias ( naquele momento você se sente tão impotente, tão pequeno). Então de repente aparece o Dr. Amarante com um sorriso no rosto dizendo que tinha sido um sucesso, tudo aconteceu como o planejado. Aquelas palavras me libertaram de algum modo, comecei a chorar e agradecer a Deus pela graça. Alguns minutos depois fui chamada até a sala de recuperação, muito diferente da outra vez, o ARTHUR estava acordado e cheio de enfermeiras em volta, uma brincou dizendo que se eu demorasse tinha uma fila de gente querendo levá-lo embora.

                Logo em seguida subimos para o quarto, quando as enfermeiras transferiram o ARTHUR para a  caminha fiquei um pouco nervosa, vi que ele estava com duas sondas e com soro. Um pouco depois ele mamou ali na cama mesmo e dormiu um bom tempo (durante esse tempo tive uma crise de enxaqueca horrível, tiveram que chamar uma ambulância para me atender, fizeram a medicação e depois de um tempo melhorei - resultado de muito nervoso). 

 

Após a cirurgia

 

                O primeiro dia da cirurgia foi tranquilo, ele dormiu bem e quase não chorou, ainda estava sob o efeito da anestesia. Mas os 3 dias que se sucederam após a cirurgia foi um caos, ele gritava de dor, nem a morfina aliviava o sofrimento, e o pior que era muito difícil pegar ele no colo (dependendo do jeito que eu pegava ele, a sonda fazia a dor dele aumentar). Quase não se alimentava, deixaram ele hiper hidratado para forçar que os rins e a bexiga trabalhassem bastante (ele ficou muito inchado). No sábado o Neto chegou de surpresa, ele ficou muito feliz (detalhe que o ARTHUR me ignorou por 5 dias, ele não me olhava , era como se eu não existisse, a única coisa que ele aceitava era segurar a minha mão - dizem que é comum, como se eu tivesse deixando que ele sofresse sem dar ajuda) e no domingo quem veio foi a Bella. Então os dias foram passando e ele se recuperando e uma semana depois da cirurgia tivemos alta. O médico pediu que nós só viéssemos embora no sábado, pois completaria 10 dias de cirurgia. O Neto foi embora tirou as nossas passagens e nós ficamos aguardando o final de semana. O Arthur ainda chorava muito, sentia dor e desconforto, mas agora eu podia pegar ele no colo e acalmá-lo. 

                Foi então que na sexta a noite ele começou com febre, fiquei arrasada, fiquei imaginando tudo que ele passou e ainda passava e pensando que talvez a cirurgia tivesse dado alguma coisa errada ou podia ser  uma infecção hospitalar. Fomos correndo para a emergência do HPP (eu, ARTHUR e Valéria - uma amiga), lá fizeram todos os exames e nos mandaram para casa aguardar a posição do médico que operou. Logo cedo ele me ligou e pediu que nós voltássemos para o hospital porque o ARTHUR iria ser internado novamente. Não consigo expressar em palavras como fiquei naquele momento (medo do que o ARTHUR tinha + saudades dos pequenos), era para eu estar indo embora e não estar voltando para o Hospital.

                Ele estava com uma infecção novamente, o exame de sangue e o de urina estavam bem comprometidos. Para não ter que pegar veia novamente, o médico optou por fazer a medicação injetável e por via oral também. A Débora veio passar o final de semana comigo. Foram mais 7 dias internados, até que os exames melhorassem. Desta vez foi mais fácil a nossa estadia no HPP, eu levava o ARTHUR na brinquedoteca (ele adora assistir a galinha pintadinha), ele foi ao teatro (ria de tudo). O HPP tem um trabalho só com voluntários maravilhoso, quero fazer depois um artigo sobre a minha experiência neste hospital.

     Visitas queridas      

ARTHUR NA SEGUNDA INTERNAÇÃO!                                                              

 

                Enfim tivemos alta na quinta (31-01-2013) e sábado retornamos para Cuiabá.

 

Voltando pra casa...

 

                 Foram os dias mais difíceis da minha vida, era um misto de incerteza, medo e saudades. Mas o que me movia naqueles dias era a esperança de que o meu filho pudesse ter uma vida melhor. Se eu tivesse que passar por isso mais 100 vezes, mais 100 vezes eu passaria!

 

 

        

 

 

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