A aventura de ser mãe nos dias de hoje!


AVC EM MULHERES JOVENS

18/04/2013 00:52

Hoje cedo minha mãe me contou sobre a morte da irmã de uma grande amiga, ela não tinha 40 anos e morreu de AVC (Acidente Vascular Cerebral - derrame), deixou marido e uma filha pequena e uma família muito abalada. Fiquei o dia inteiro pensando sobre isso, estudei sobre AVC na faculdade, sei que quanto mais nova a pessoa for a chance de sequelas também é bem maior.

Resolvi me inteirar sobre o assunto, fiquei consternada com o impacto que essa doença esta tendo na população feminina pelo mundo inteiro. Hoje em dia mulheres com 20 anos já são vítimas dessa doença, muitas morrem e outras ficam com muita sequela. O material que eu encontrei é um pouco extenso, mas diante da gravidade do assunto vale a pena ler e se informar. 

Texto Cristiane Segatto

 

Nos últimos cinco anos, 32 mil mulheres de 20 a 44 anos foram internadas nos hospitais do SUS por causa de AVC. Entre os homens da mesma faixa etária, houve 28 mil internações por AVC. A diferença é de 14%. Em todos os outros grupos etários (até os 19 e depois dos 50 anos), mais homens receberam tratamento. A partir dos 80 anos a situação voltou a se inverter. Como as mulheres são mais longevas, houve mais tratamento em pacientes do sexo feminino. 

Na verdade, o total de jovens vitimadas pela doença pode ser ainda maior. Não se sabe quantas foram atendidas na rede privada e quantas simplesmente não receberam tratamento. Parte dos casos de AVC na juventude e na meia-idade é explicada pela exposição, cada vez mais precoce, a fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, obesidade, diabetes. Isso ocorre em ambos os sexos. Mas existem situações capazes de aumentar o risco de AVC pelas quais só as mulheres passam.

 

Eis as principais.

  • Uso de pílula anticoncepcional 

Na maioria das mulheres, a pílula é segura. Se não fosse assim, todos nós conheceríamos alguma moça que teve um AVC depois de tomar anticoncepcional. Mas as que usam esse tipo de contracepção precisam saber que os hormônios aumentam a capacidade de coagulação do sangue. O mesmo pode ocorrer quando a mulher faz reposição hormonal na menopausa. Quem toma pílula ou faz reposição hormonal está mais sujeita a sofrer de trombose (formação de coágulos no interior de um vaso sanguíneo). E a trombose pode levar ao AVC. Algumas condições genéticas favorecem a ocorrência desse problema. Muitas vezes, porém, o AVC sofrido por uma mulher jovem é o primeiro da família. 

  • Anticoncepcional e cigarro

A combinação de pílula e cigarro eleva em oito vezes o risco de AVC. O sangue dos fumantes torna-se mais propenso à formação de coágulos e a nicotina também enrijece as artérias que irrigam o cérebro. Logo, mulheres que fumam não devem tomar pílula. Quantas sabem disso? “Muitas fumam e não contam ao ginecologista”, diz a neurofisiologista Maristela Costa, do Hospital do Coração (Hcor), em São Paulo. O inverso também é verdadeiro. Muitos médicos receitam pílula e não perguntam se a mulher fuma.

 

  • Gordura abdominal 

Novas evidências sugerem a existência de outro fator que torna as mulheres mais suscetíveis ao AVC: o acúmulo de gordura na região da cintura. Em fevereiro, um estudo apresentado na reunião anual da American Stroke Association chamou a atenção para esse fato. Na faixa etária dos 45 aos 54 anos, o AVC já é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens nos Estados Unidos. A conclusão foi baseada nos dados de mais de 2 mil participantes da pesquisa nacional sobre saúde e nutrição realizada em 2005 e 2006. “Nossa hipótese é que a gordura abdominal (mais comum nas mulheres) esteja aumentando o risco de AVC entre elas”, disse a ÉPOCA a neurologista Amytis Towfighi, da University of Southern California, em Los Angeles. A barriga eleva o risco de diabetes, hipertensão e colesterol alto. Três fatores que contribuem para a ocorrência dos derrames. A pesquisa de Amytis revelou que 62% das mulheres nessa faixa etária tinham obesidade abdominal. Nos homens, o índice foi de 50%. A pesquisadora suspeita que a incidência de AVC tenha aumentado também nas mulheres com menos de 35 anos. “Pretendemos começar esse estudo em breve”, diz. 
 

  • Enxaqueca 

A enxaqueca é três vezes mais comum nas mulheres. Ela é um fator de risco para o AVC, principalmente quando ocorrem dormência e sintomas visuais (auras). Quando a mesma paciente apresenta vários fatores de risco, a situação é ainda mais preocupante. Nas mulheres que têm enxaqueca, fumam e tomam pílula, o risco de AVC é 22 vezes mais elevado. Os neurologistas estão cada vez mais vigilantes quando encontram pacientes com esse perfil. “Antigamente eu dizia para a moça parar de fumar ou parar de tomar pílula”, diz Antonio Cezar Galvão, do Hospital Nove de Julho. “Hoje, mando parar de fazer as duas coisas.”

 

  • Gravidez

A maternidade torna a mulher mais suscetível ao AVC. Durante a gestação, a quantidade de sangue no organismo aumenta alguns litros. Nos primeiros meses depois do parto, o sangue torna-se mais coagulável. Podem surgir trombos nas pernas ou no cérebro. Uma doença hipertensiva que acomete 5% das grávidas (chamada de pré-eclâmpsia) também contribui para a ocorrência de AVC nessa fase da vida. “A mulher pode ter um pico de hipertensão, e ele pode provocar o AVC”, diz a neurologista Gisele Sampaio Silva, do Hospital Albert Einstein. 
 

  • Hipertensão
     

É a principal causa de AVC em homens e mulheres de qualquer idade. Uma das melhores formas de preveni-la é reduzir o sal na alimentação. Um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine revelou o impacto que essa mudança simples tem sobre a saúde. Pesquisadores da Universidade da Califórnia concluíram que um esforço nacional que resultasse na redução diária de apenas 3 gramas de sal seria capaz de evitar no mínimo 60 mil derrames por ano.

 

Texto - https://www.diariofeminino.com/saude/vida-saudavel/materias/avc-derrame-cerebral-mulheres-jovens/

 

 

Os principais sintomas do derrame cerebral

 

  •  Sensação de dormência na língua, pernas e braços, 
  •  dificuldades na fala, 
  •  fraqueza súbita, 
  •  dificuldades para enxergar com os dois olhos ou apenas um olho. 
  •  falta de equilíbrio, 
  •  dor de cabeça muito forte, 
  •  afetação da coordenação motora. (Esses sintomas na maioria dos casos apresentam sempre só de um lado do corpo)

 

 

Tratamento do AVC

 


O tratamento consiste em medicação, sessões de fisioterapia para reabilitação. Todo o processo envolve um trabalho em conjunto do neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e exige muito esforço, dedicação, força de vontade e disciplina do paciente.

Além da ajuda profissional, o apoio da família é muito importante no processo. Devem estar atentos aos sintomas que podem aparecer devido a pessoa estar mais vulnerável física e psicologicamente.Sintomas depressivos ou de agressividade são comuns e requer muita paciência e dedicação das pessoas com as quais o paciente convive.

Cabe aos familiares e amigos, motivar e incentivar a pessoa a retomar a rotina de vida aos poucos, respeitando as limitações. Proporcionar momentos de lazer, alegria e socialização em ambientes descontraídos e agradáveis. Nunca deixar que o paciente desista do tratamento, pois os risco de reincidência do AVC é muito grande e ocorrem sempre até primeiros cinco anos após a primeira vez que sofreu um derrame cerebral.

 

QUEM ACHOU O ASSUNTO IMPORTANTE COMPARTILHA, VAMOS INFORMAR O MAIOR NÚMEROS DE PESSOAS....

 

DEDICADO À MEMÓRIA DE ALICE E A SUA FAMÍLIA!

 

 

 

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